23
março
2011
13:45

Alckmin anuncia expansão do registro de BOs pela PM para todo o Estado

O governador Geraldo Alckmin anunciou, na manhã desta quarta-feira (23), que nos próximos cinco meses a Polícia Militar passará a registrar boletins de ocorrência em todo o Estado. Satisfeito com a aprovação da população ao registro de BOs pela PM na 4ª Cia do 2º Batalhão de Polícia Militar, na zona leste, o governador informou que, a partir de hoje, outras sete unidades da PM na região de Ermelino Matarazzo estarão registrando ocorrências – além das 12 unidades policiais civis existentes, elevando para 20 os locais para o registro de BOs naquela área.

Alckmin também deu sinal verde para um cronograma que prevê a implantação gradativa do serviço até o final de agosto, em todas as regiões de São Paulo. Além de beneficiar a população mais carente, o registro de boletins de ocorrência na PM colabora para reduzir a subnotificação criminal e o descongestionamento dos distritos policiais. De hoje até 5 de abril, todas as unidades da PM na zona leste da Capital, que conta com 3,8 milhões de habitantes, passarão a atender a população que não tem acesso à internet para registrar ocorrências. 

Até o começo de maio, todas as unidades da PM na Capital, que conta com 11 milhões de habitantes, deverão estar aptas a registrar os boletins de ocorrência.  Até junho, o boletim de ocorrência feito pela PM chega aos municípios da Grande São Paulo, onde vivem 7 milhões de pessoas. Ainda em junho, o novo serviço prestado pela Polícia Militar passa a ser oferecido à população do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Baixada Santista, Campinas e Piracicaba. Em julho, chega a Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Sorocaba.

Finalmente, em agosto, os policiais militares de Presidente Prudente, Andradina e Araçatuba passam a registrar ocorrências criminais. E, até setembro, as Bases Comunitárias Móveis (BCMs) da PM também registrarão BOs. E, até o final do ano, as viaturas que estiverem em locais distantes dessas bases também poderão registrar ocorrências.

Experiência piloto
Acompanhado do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, o governador Geraldo Alckmin visitou a sede da 4ª Cia do 2º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), localizada no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste da Capital, onde há mais de um mês, a população que ainda não tem acesso à internet pode registrar ocorrências de furto, extravio de documentos, placas de veículo e celular, e encontro e desaparecimento de pessoas. E, a partir desta quarta-feira (23), outras sete unidades policiais militares da mesma região também vão  registrar ocorrências. A população da área, que hoje tem 12 unidades policiais civis para o registro de ocorrências, passará a dispor de 20 locais para formalizar suas queixas.

Como durante esse período o projeto piloto, iniciado na 4ª Cia do 2º BPM/M, mostrou-se eficaz e apresentou ótimos resultados, o serviço será ampliado para todo o Estado. No desenvolvimento do projeto, visando aprimorar o atendimento à população, e para ter o feedback do serviço prestado, a Polícia Militar desenvolveu uma pesquisa de opinião com as vítimas que compareceram às unidades da PM para registrar o BO. Foram entrevistadas 30 pessoas, que responderam questões sobre o atendimento policial e o tempo de duração para a elaboração da ocorrência. Além disso, as vítimas puderam fazer críticas e sugestões visando à melhoria do serviço prestado pela PM.

A pesquisa apontou que a elaboração do BO pela PM foi aprovada pela população, visto que não houve nenhuma crítica ao atendimento e ao serviço prestado. Com relação ao tempo de duração para o registro da ocorrência, 19 pessoas classificaram o serviço como ótimo e as outras 11, como bom. Já, quando questionadas sobre o atendimento policial durante a elaboração do BO, 22 qualificaram como ótimo e as outras oito, como bom. A implantação do projeto na região atendida pela 4ª Cia do 2º BPM/M beneficiou aproximadamente 210.709 habitantes dos bairros Ermelino Matarazzo e Ponte Rosa. Em um mês, a Polícia Militar registrou 41 boletins de ocorrência.

Agilidade e ampliação do serviço
No boletim de ocorrência o policial militar faz o registro do que ouviu das partes envolvidas no fato. Dessa forma, vítimas e testemunhas não precisam comparecer à delegacia antes de ser instaurado o inquérito policial. Após o registro, a Polícia Militar repassa para a Polícia Civil todas as informações colhidas e o cidadão recebe de imediato uma cópia do registro da ocorrência.

A medida busca ampliar o acesso da população carente aos serviços prestados pela Polícia Civil por meio da Delegacia Eletrônica, o que descongestionará as delegacias. Policiais civis passarão a se concentrar em casos mais graves e nas investigações criminais. Sem contar a agilidade do processo, pois em média, o registro é feito em oito minutos.

Para outros tipos de crime, a orientação permanece a mesma: o cidadão deve procurar a Polícia Militar para receber atendimentos emergenciais, pessoalmente ou pelo número 190, e registrar o boletim de ocorrência nos distritos policiais civis.

Fotocrim
Para fortalecer ainda mais a capacidade de investigação, o governador anunciou que a Polícia Civil terá acesso ao arquivo de imagens do Fotocrim – banco de dados criado pela Polícia Militar e responsável por armazenar fotos e informações de criminosos -, que já conta com mais de 400 mil registros e 1,4 milhão de fotografias.

A Secretaria da Segurança Pública tem investido na área de Tecnologia de Informação e Comunicação com foco em Sistemas Inteligentes, servindo de base para a aplicação das políticas operacionais de segurança.

O Fotocrim é uma ferramenta fundamental para o êxito da atividade policial. A base informatizada conta com imagens de ex-presidiários e informações que ajudam na identificação dessas pessoas, como locais que frequentam e relações que mantém com outros ex-detentos.

As fotos são tiradas de frente e de perfil. O acervo conta, inclusive, com imagens das cicatrizes e tatuagens dos criminosos registradas em diferentes ângulos. O material ajuda a polícia a conhecer a área de atuação de cada uma dessas pessoas e indica o crime que cometeram e se agiram com comparsas.

O Fotocrim também traz as descrições físicas dos detentos, como a cor da pele e dos olhos e o tipo de cabelo. As informações ajudam a polícia na localização de criminosos com a descrição fornecida por testemunhas e o local onde ocorreu o fato. Desta forma, a polícia consegue traçar o perfil do suspeito e, consequentemente, mapear e monitorar a atividade criminosa. O sistema integra e compartilha as informações entre as instituições policiais paulistas na execução do mapeamento do crime.

Destaca-se a parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que possibilitou a inclusão de cerca de 90% da população carcerária do Estado de São Paulo. O sistema foi criado em 1997 e registrado no Instituto.

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