23
maio
2012
11:52

Após acordo, metroviários e funcionários da CPTM voltam ao trabalho em São Paulo

Após Metrô, termina a greve também nas linhas 11 e 12 da CPTM

Os funcionários das linhas 11-coral e 12-safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram na noite desta quarta-feira aceitar a proposta oferecida pela companhia e encerraram a greve que começou no início das operações de hoje. Durante a tarde, os metroviários, cujo sindicato é ligado ao PSTU, também encerraram a paralisação.

A previsão é que a normalização das duas linhas ocorra ainda hoje. No metrô, a circulação foi normalizada no começo da noite. 

A decisão dos funcionários da CPTM de voltar ao trabalho foi tomada em uma assembleia realizada após uma audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A proposta da empresa estabelece reajuste de 6,63% para a categoria e valei-refeição de R$ 20 por dia, entre outros pontos. Ontem, a CPTM havia oferecido reajuste salarial de 6,17%.

Em nota, a direção da CPTM disse que “lamenta a decisão arbitrária do Sindicato Central do Brasil de penalizar os usuários das linhas 11 e 12, paralisando inutilmente a circulação de trens e prejudicando cerca 850 mil usuários”.

Outros três sindicatos, representantes das linhas 7,8, 9 e 10, também participaram da audiência, mas não estavam em greve.

Os funcionários das linhas 8-diamante e 9-esmeralda decidiram que a nova proposta da CPTM será votada na assembleia marcada para o dia 28. Desde ontem eles estão em estado de greve.

TUMULTO 

Com a greve dos metroviários e de parte dos funcionários da CPTM, São Paulo teve uma manhã de caos. Passageiros revoltados protestaram diante de estações e houve tumulto na zona leste, onde PMs usaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. O congestionamento atingiu 249 km às 10h, recorde histórico. À noite, o índice de congestionamento ficou dentro da média. O pico de lentidão foi registrado às 19h, com 118 km de filas, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Na CPTM, as linhas 11 e 12 não operaram, deixando os ônibus da zona leste de São Paulo superlotados. Revoltados, passageiros fecharam a Radial Leste, uma das principais vias da zona leste. A PM foi acionada e usou bombas de efeito moral contra os manifestantes. Duas pessoas foram detidas sob suspeita de desacato. Uma mulher ficou ferida durante o protesto, atingida no rosto por uma pedra.

Apesar da greve, algumas estações do metrô ficaram abertas: a linha 1-azul circulou entre as estações Ana Rosa e Luz, a linha 2-verde entre a Ana Rosa e Clínicas, e a linha 3-vermelha operou entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília –todas com velocidade reduzida e maior intervalo de espera. A circulação só foi normalizada na noite de hoje.

As linhas 5-lilás e 4-amarela –que é operada por concessionária privada– funcionaram normalmente durante a manhã, mas também com velocidade reduzida.

Outro protesto foi realizado na frente da estação Jabaquara da linha 1-azul, que amanheceu fechada. Passageiros juntaram uma pilha de papelão e jornais e colocaram fogo no material. Um grupo tentou forçar as portas da estação.~

Folhaonline

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