10
novembro
2010
13:13

Corregedoria identifica policiais suspeitos de matar vigilante

Graças a um trabalho exaustivo e meticuloso da Corregedoria da Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica, quatro policiais militares foram presos temporariamente na tarde de hoje (05), suspeitos de serem os autores do homicídio do vigilante Emerson Heida, 29, que havia desaparecido junto com Edson Edney da Silva em Parelheiros, zona sul da Capital, depois de serem vistos pela última vez em uma abordagem policial.

Assim que iniciou a investigação do caso, a Corregedoria da Polícia Militar consultou diversos relatórios das viaturas da área de Parelheiros, onde o corpo de Emerson foi localizado, e identificou uma disparidade de quilometragem em um veículo da Força Tática utilizado por um 2º tenente e três soldados. De acordo com o 1º tenente Claudio Cesar Capelani, porta-voz da Corregedoria da Polícia Militar, a viatura apresentava mais que o dobro da quilometragem comparada aos demais carros. Desde aquele momento, os quatro PMs ficaram à disposição da Corregedoria para investigação.

Depois de identificada a irregularidade, foi realizada perícia na viatura utilizada pelos policiais. Foram localizados vestígios de sangue humano no guarda-preso do carro, onde os detidos são transportados. A partir disso, o material colhido foi confrontado com o DNA dos familiares das vítimas e do corpo carbonizado de Emerson. Na noite de ontem (04), a Polícia Científica chegou à conclusão de que havia semelhança entre eles.

Outro fator que está auxiliando as investigações é a descoberta de que um dos policiais suspeitos tinha uma desavença com o vigilante, que teria o agredido antes de atuar como policial.

Por meio desses elementos, às 9h de hoje, a Corregedoria da Polícia Militar determinou o recolhimento dos policiais suspeitos e a prisão preventiva deles. Por volta das 6h, a Justiça Militar decidiu prendê-los temporariamente, no presídio Romão Gomes.

Também na região de Parelheiros, outro corpo foi localizado, mas, segundo o porta-voz da Corregedoria, não é possível afirmar que ele seja de Edson. “Não posso dizer se esse corpo tem envolvimento, porque está sendo investigado”.

O caso continua sendo apurado, e é aguardada a conclusão dos laudos periciais. “A polícia trabalha para que seja rápido o tempo para esclarecer a autoria e a materialidade do crime”, ressaltou Capelani.

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