12
julho
2011
22:05

Denarc prende 110 traficantes na “Cracolândia” em cinco meses

No período de fevereiro a junho deste ano, o Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) prendeu 110 pessoas por narcotráfico na “Cracolândia”, área central da Capital. O balanço foi apresentado pelo diretor do Denarc, Wagner Giudice, nesta terça-feira (12), durante encontro com deputados da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack da Assembléia Legislativa de São Paulo, na Secretaria da Segurança Pública. 

“A polícia tem um papel fundamental no estado de São Paulo. Essa é uma discussão que engloba outras esferas de governo. As ações têm que ser discutidas em conjunto para que dessa forma São Paulo passe a ser referência no país no combate ao crack”, disse o deputado estadual Donisete Braga (PT). Os parlamentares Geraldo Cruz (PT), Marcos Martins (PT), Orlando Bolçoni (PSB), Jooji Hato (PMDB) também estiveram presentes no encontro.

Segundo Giudice, a polícia monitora a movimentação na “Cracolândia” e desencadeia operações quando identifica fornecedores de drogas. “A Cracolândia tem uma população flutuante de pelo menos duas mil pessoas. O Denarc tem agentes que trabalham a paisana para identificar quais são os fornecedores de droga da região”.

Durante o encontro, o diretor do Denarc defendeu a internação compulsória para os dependentes químicos, que são recolhidos constantemente pelas polícias e pelos guardas municipais, não tendo mais apoio dos familiares e amigos. “Esses usuários de drogas chegam a um estágio no qual não conseguem mais sair da situação que estão. A polícia tem feito o seu trabalho e atuado contra os fornecedores, realizando prisões e combatendo o tráfico. O momento agora é trabalhar em cima do dependente. Se nós tiráramos o usuário de circulação, nós vamos quebrar os fornecedores e agir diretamente contra eles”, disse Guidice, que ressaltou a necessidade de criar uma “Força Tarefa” com apoio de todas as instâncias do governo.

Segundo o delegado geral de Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, a droga atinge todas as esferas da sociedade, sem distinção de classe social. “O mercado de consumo é muito amplo, ele atinge da classe baixa à classe alta. A polícia tem enfrentado esse problema de frente com as apreensões de armamentos e de entorpecentes”.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, também participou da reunião e discutiu com os parlamentares as ações de polícia que tem sido feitas em todo o estado para combater o tráfico de drogas.

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