02
julho
2013
19:36

Estréia em São Paulo a peça “O Fantástico Reparador de Feridas”

Três personagens, quatro monólogos e a história de uma trupe bastante incomum que viaja por cidadezinhas do interior, apresentando um número que se situa entre uma representação teatral e um culto religioso de cunho sobrenatural. Frank é um homem que vive atormentado por possuir um dom sobre o qual não tem nenhum controle e tenta aplacar seus questionamentos com doses colossais de uísque.

Sua mulher, Grace, advogada e filha de um juiz aristocrata, acusa, defende,busca evidências e comprovações para justificar seu estado mental. Teddy,empresário de artistas exóticos e decadentes, transita entre a friezaprofissional, a admiração por Frank e uma possível paixão por Grace. Juntos, os três tentam sobreviver cobrando ingressos de doentes e aleijados em apresentações das quais podem sair curados. De vilarejo em vilarejo vão vivendo suas histórias e cada um tem sua própria versão dos fatos.

O Fantástico Reparador de Feridas foi a quarta montagem da Cia Ludens, selecionada e produzida para o 13º Festival da Cultura Inglesa, em 2009. Estreou no Festival, em São Paulo, cumpriu temporadas no Centro Cultural SãoPaulo e no Teatro Next, em 2009 e no Viga Espaço Cênico em 2010.

Também em 2010 a peça foi apresentada no Circuito SESC de Teatro nas cidades de Piracicaba, PresidentePrudente, Ribeirão Preto, Santo André, São Carlos, São José do Rio Preto e SãoJosé dos Campos, no interior de São Paulo. Ainda no mesmo ano o espetáculo participou da 6ª Mostra de Referências Teatrais de Suzano e em 2011 do 18ºFestival Porto Alegre em Cena.

Por sua atuação em O Fantástico Reparador de Feridas, Walter Breda e Mariana Muniz foram indicados ao Prêmio Shell de 2009.

 

FICHA TÉCNICA:

AUTOR: Brian Friel

TRADUÇÃO E DIREÇÃO: Domingos Nunez

COLABORAÇÃO EM PORTUGUÊS: Julio Cesar Pompeo

ELENCO: Walter Breda (Frank), Mariana Muniz(Grace), Rubens Caribé (Teddy)

PRODUTORA ASSOCIADA: Beatriz Kopschitz Bastos

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Julio Cesar Pompeo

CENOGRAFIA: Cia Ludens

FIGURINOS: Chico Cardoso

ILUMINAÇÃO: Aline Santini

TRILHA SONORA ORIGINAL: Ricardo Severo

OPERAÇÃO DE SOM E LUZ: Luz López

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Fabio Camara

FOTOS: Rodrigo Hypolitho

PROGRAMAÇÃO VISUAL: Hiro Okita

LOCAL: Centro Internacional de Teatro, ECUM. Rua da Consolação, 1623 – Consolação. Sala 1 (134 lugares). Estacionamento conveniado.

DATA: 10 de julho a 08 de agosto, quartas e quintas às 21h. 

INGRESSOS: R$ 40,00

INFORMAÇÕES: (11) 3255 5922

DURAÇÃO: 90 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos


A CIA LUDENS E O TEATRO IRLANDÊS NO BRASIL

Fundada em 2003 com o intuito de pesquisar e montar textos teatrais irlandeses no Brasil e estabelecer um diálogo entre as culturas dos dois países, a Cia Ludens traz em seu repertório a montagem de cinco peças e a realização de três Ciclos de Leituras.

A primeira encenação da Cia, Dançando em Lúnassa (escrita em 1999), de BrianFriel, foi produzida em 2004 e fez temporadas no Centro Cultural São Paulo e no Teatro da Cultura Inglesa, além de ter sido apresentada no SESC Sorocaba e na Primeira Mostra de Referências Teatrais de Suzano.

O segundo projeto da Cia foi Pedras nos Bolsos (texto escrito em 2000), de Marie Jones, peça produzida em 2006 e apresentada no Teatro Crowne Plaza, no TeatroFolha e no Espaço Parlapatões, em São Paulo. A terceira produção, Idiota no País dos Absurdos (peça de 1935), de Bernard Shaw, estreou e ficou em cartaz no ano de 2008 na Sala Crisantempo, em São Paulo.

O Fantástico Reparador de Feridas (texto de 1979), de Brian Friel, foi a quarta produção da Cia Ludens. A quinta montagem foi Balangangueri, o lugar onde ninguém mais ri, peça escrita por Tom Murphy em 1985 e apresentada em São Paulo, em 2011 e 2012, no SESC Belenzinho e no Espaço dos Fofos.

Juntamente com suas produções, a Cia realizou três Ciclos de Leituras que consistiram de uma amostra do trabalho de pesquisa efetuado para a montagem das peças, todas inéditas no Brasil, abrindo os processos investigativos da companhia para debate. O primeiro Ciclo, O Teatro Irlandês do Século XX, de 2004, apresentou leituras de peças de Brian Friel, W. B. Yeats, J. M. Synge e Sean O’Casey. O segundo Ciclo, O Teatro Irlandês do Século XXI – A Geração Pós-Beckett, foi realizado em 2006 e trazia no programa, além de uma retrospectiva em homenagema Samuel Beckett, textos inéditos de Tom Murphy, Sebastian Barry, Marina Carr,Vincent Woods e Brian Friel. O terceiro Ciclo, intitulado Bernard Shaw no Século XXI, foi contemplado com um dos prêmios concedido pela Secretaria deEstado da Cultura de São Paulo (ProAC Festivais de Arte) e realizado em 2009, com a leitura encenada de quatro peças curtas de Shaw.

Esse Terceiro Ciclo resultou no lançamento do livro Quatro Peças Curtas de Bernard Shaw, com traduções de Domingos Nunez, primeira publicação da Ludens, em parceria com a Musa Editora. A segunda publicação, em 2011, foi The Uncle Jack, de John T. Davis, editado por Lance Pettitt e Beatriz Kopschitz Bastos, em parceria com a editora Humanitas.

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