02
novembro
2010
11:31

Homicídios no Estado ficam 4 meses abaixo de 10/100 mil

Desde 1999, 51 mil vidas foram poupadas; crimes contra o patrimônio consolidam queda  

 

Pela primeira vez na história recente, o número de homicídios em São Paulo fica abaixo de 10 por grupo de 100 mil habitantes durante 4 meses consecutivos. De julho a setembro, a média de mortes intencionais no Estado ficou em 8,86 por 100 mil habitantes. Em junho, foi de 8,4/ 100 mil. O número absoluto de assassinatos caiu de 1.078 para 937, na comparação entre o terceiro trimestre de 2009 e o de 2010. A taxa de homicídios acumulada em 2010 já é a menor da história recente, com 10,17 mortes intencionais/100 mil habitantes. 

As novidades constam das Estatísticas da Criminalidade do terceiro trimestre de 2010, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (CAP). 

A redução recorde dos homicídios em São Paulo tem uma tradução em vidas poupadas: 50.941 pessoas deixaram de morrer no Estado, desde 1999, por conta da redução dos padrões de violência. Na capital, foram 26.054 as vidas poupadas. A maior parte desse contingente escapou da morte em período recente. Desde 2007, foram 30.992 as vidas poupadas no Estado e 15.350 na capital. 

De julho a setembro, os homicídios caíram 13,08% no Estado. O total de homicídios registrados no período foi o menor desde junho de 1995, quando o governo estadual passou a divulgar trimestralmente os indicadores de criminalidade. Os três meses apresentaram taxas de homicídios abaixo de 10/100 mil: 8,7/100 mil em julho, 9,4/100 mil em agosto e 8,4/100 mil em setembro. 

Em junho, também foi registrada a taxa de 8,4 homicídios/100 mil, ampliando a tendência de redução das mortes intencionais. A diminuição recorde de homicídios foi alcançada tanto no Estado, como na capital e na Grande São Paulo.

A taxa de homicídios acumulada em 2010 é de 10,17 mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes/ano. Nos nove primeiros meses do ano, foram registrados 180 homicídios dolosos a menos no Estado: 3.215 este ano, contra 3.395 no mesmo período de 2009. A taxa média nacional é de 25 homicídios por grupo de 100 mil habitantes/ano. 

Isoladamente, o mês de setembro igualou a menor marca da história recente, alcançada em junho: 296 homicídios ou 8,4/100 mil habitantes, o que representa uma redução de 19% em relação a setembro de 2009. 

Entre 1999 e 2008, São Paulo reduziu o número de homicídios em 70%. Desde então, o Estado registra taxas de homicídios na casa de 10 por 100 mil habitantes/ano, próximas às de países desenvolvidos. Foram 10,7 mortes intencionais por 100 mil habitantes/ano, em 2008, e 10,9/100 mil/ano, em 2009. O número de homicídios dolosos voltou a ser menor que o de homicídios culposos, como acontece na Europa e nos Estados Unidos. 

A redução dos homicídios no Estado resulta da retirada de armas ilegais das ruas, do encarceramento de criminosos, da melhoria na gestão policial e dos contínuos investimentos em tecnologia da informação na área de segurança pública.  

Este ano, os sistemas inteligentes RDO (Registro Digital de Ocorrências) e Infocrim (Informações Criminais) chegaram a 99% dos municípios de São Paulo. O sistema de radiocomunicação digital equipa as novas viaturas e é utilizado por policiais das maiores cidades de todas as regiões do Estado.
 

QUEDA DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO
 

Os crimes contra o patrimônio diminuíram no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a CAP. Os roubos recuaram 8,21%, com 5.113 casos a menos. Os furtos diminuíram 1,57%, com 2.076 casos a menos. Os roubos de veículos retrocederam 2,46%, com 432 casos a menos. 

Tiveram expressiva redução os latrocínios, roubos de carga e roubos a banco. Estes caíram 35,94%, de 64 para 41 casos. Já os roubos de carga tiveram redução de 15,1%, de 2.027 para 1.721 casos. Os roubos seguidos de morte diminuíram 13,75%, de 80 para 69 casos. 

Houve aumento de 11% das ocorrências de tráfico de drogas, de 7.224 para 8.043. Elas são consideradas um indicador de produtividade policial, pois dependem totalmente da ação das polícias.  
 

NOVA LEGISLAÇÃO DE ESTUPRO 

A mudança na conceituação do estupro, que passou a incluir os “atos libidinosos” e “atentados violentos ao pudor”, na Lei Federal 12.015, vem tendo grande repercussão nas estatísticas criminais do Estado. Com a nova legislação, o número de estupros contabilizados no terceiro trimestre deste ano foi de 2.587 casos. Esse número não pode ser comparado com os dados da série histórica. Não significa que o número de registros de “conjunções carnais mediante violência ou grave ameaça” tenha, de fato, aumentado, apenas que, com a mudança de metodologia, passou a incluir crimes que tinham outra capitulação.

NO ANO, CRIMINALIDADE EM QUEDA 

As Estatísticas da Criminalidade do terceiro trimestre de 2010 consolidaram a queda de todos os crimes contra o patrimônio, de janeiro a setembro. O mais temido pela população, o roubo seguido de morte, caiu 19,12% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram registrados 203 latrocínios, 48 casos menos que nos nove primeiros meses de 2009.  

Houve 20.085 furtos a menos, redução de 5,05% em relação ao ano passado. Os roubos tiveram queda de 11,47%, com menos 22.741 casos. 

O furto de veículos recuou 7,19%, com menos 5.865 casos em relação ao ano anterior. O número de veículos roubados retrocedeu em 4.396, em relação aos três primeiros trimestres de 2009. A queda acumulada é de 7,88%. 

As taxas de roubos e furtos de veículos, medidas em relação ao tamanho da frota estadual, também voltaram a cair. O número de veículos roubados recuou de 89 para 84 por 100 mil/ano. Já a quantidade de veículos furtados diminuiu ligeiramente de 135 para 133/100 mil/ano. 

Desde o ano 2000, roubos e furtos de veículos caíram 25% no Estado, em números absolutos. Neste período, a frota estadual cresceu de 12 milhões para mais de 20 milhões de veículos. A redução da taxa de risco de furto e roubo de veículos no Estado já supera 58%.  

Os roubos de carga caíram 10,93%. Foram 638 casos a menos que no ano anterior. Os roubos a bancos foram reduzidos em 12,29%: 22 casos a menos, em relação ao ano passado. 

As ocorrências de tráfico de drogas aumentaram 11,28%. Foram 2.311 casos a mais que nos nove primeiros meses de 2009.

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