19
outubro
2010
16:16

Jovens motoristas em risco

Faixa etária de 20 a 29 anos é a que mais apresenta mortes no trânsito. Imaturidade e inexperiência
                                                                                                             

    Os jovens com idade entre  20 e 29 anos formam o maior percentual de mortes no trânsito do Distrito Federal. Até julho deste ano, foram 59 vítimas nessa faixa etária contra 34 mortos entre pessoas de 40 a 49 anos. A diferença foi ainda maior no ano anterior, quando os óbitos nessa faixa etária chegaram a 104 e, de 40 a 49 anos, ficaram em 67. ”Com certeza os jovens de 18 a 29 anos, especialmente do sexo masculino, são os maiores infratores”, afirma o diretor de Segurança no Trânsito do Detran. Ele explica que análises estatísticas e resultados da fiscalização apontam que a falta de maturidade e a necessidade de autoafirmação do jovem acabam refletindo no comportamento do motorista. O diretor coloca a faixa etária como uma parte frágil do sistema, principalmente com relação à sensação de domínio do volante frente à pouca experiência.
    Outra questão que pode explicar esse elevado número de infrações e vítimas fatais entre os jovens é a raiva e a impulsividade típicas da idade. O psicólogo Luiz Alberto Passos Presa realizou uma longa pesquisa com relação à raiva do motorista e atribui aos jovens uma tendência geral de maiores níveis. ”Supõe-se que um menor grau de maturidade implica em menor controle emocional, isso acarreta na maior agressividade dos jovens”, diz. Ele conta que pessoas mais velhas têm um tempo de reação mais prolongado e tendem a refletir antes de agir, o que não acontece com os jovens na maioria das vezes. ”Temos casos isolados em todos os tipos de motoristas, mas, com certeza, o contrário acontece com maior frequência”.

Categorias
    O especialista analisou motoristas de táxi, ônibus, automóveis e motociclistas. Em todas as categorias observou o mesmo comportamento gerado pela impulsividade e menor grau de maturidade. ”O problema não é sentir raiva com situações do cotidiano, isso é normal. A questão está em como ela será expressada. Pode ser refletida no uso de palavras ou de objetos, como o carro”, finaliza.

Jornal de Brasília – DF
Bruna Sensêve

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