05
agosto
2012
22:14

Mãe diz que médica chegou a subir em sua barriga no parto

Mulheres fazem passeata pela humanização do parto no Rio de Janeiro

Participante da Marcha pela Humanização do Parto, realizada neste domingo (5) em Ipanema, zona sul do Rio, a agente comercial Maria Antonieta Oliveira está à espera de seu quarto filho e é contra o atual modelo de obstetrícia brasileiro, que diz considerar violento. 

Oliveira diz ter sido vítima de todos os “protocolos de violência obstétrica” em seu primeiro parto, realizado de modo tradicional em um hospital.

“Pediram para que eu ficasse calada, passei fome, sofri episiotomia (corte cirúrgico feito no períneo, região muscular que fica entre a vagina e o ânus), fiquei longe de minha filha e, durante o parto, a médica subiu em cima de minha barriga. Foi uma experiência supertraumatizante”, relata.

As coisas já foram diferentes no parto do terceiro filho. “Tive um parto hospitalar humanizado, que foi bem tranquilo”, diz. Para seu próximo filho, a agente comercial planeja um parto domiciliar.

MARCHA

A passeata em defesa da humanização do parto realizada nesta tarde no Rio partiu por volta das 14h30 do posto 9, em Ipanema, zona sul, e seguiu em direção ao posto 7. De acordo com a organização, cerca de 200 pessoas, entre elas muitas gestantes, participaram da ação.

A marcha foi motivada pela publicação de duas resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) que proibiam que gestantes contassem com a assistência das chamadas acompanhantes profissionais (obstetrizes, doulas e parteiras) em hospitais e maternidades, e ameaçavam de punição médicos obstetras que acompanhassem partos domiciliares.

Segundo os organizadores da manifestação, as resoluções contrariam a Política Nacional de Humanização da Saúde, diretriz do Ministério da Saúde, além de existir evidências científicas que comprovam a melhoria da qualidade da experiência do parto e a redução de intervenções médicas graças ao trabalho das acompanhantes profissionais.

Folha Online
Nicolas Braga

Recomendo estes outros conteúdos:

  1. Homem mata mãe e morre ao se jogar do 3º andar do prédio, em SP
  2. Justiça concede adoção unilateral à mulher companheira da mãe da criança
  3. Mulher que denunciou execução se diz traída pela Corregedoria, diz jornal
  4. Rodoanel: ex-diretor diz que foi pressionado a dar dinheiro a Serra
  5. Shoptime não entrega relógio, sistema diz que já foi entregue e internauta não consegue contato com a empresa

Seu email nao sera divulgado.
Campos obrigatorios marcados com *