19
julho
2012
22:30

MP e TJ da Bahia dizem que não vão mais mediar greve dos professores

A greve dos professores na Bahia completou 100 dias nesta quinta-feira (19). A rede estadual de ensino tem cerca de 1,2 milhão de estudantes.

Bolo e parabéns. Só faltava motivo para comemoração de mães e pais de alunos. “São cem dias, gente. São cem dias sem aula”, lamenta a mãe.

Na semana passada, os professores rejeitaram a última proposta do governo: além dos 6,5% de aumento que foram concedidos a todo o funcionalismo estadual, a categoria teria um reajuste de 7% a partir de novembro deste ano, e outro igual em março do ano que vem. Mas os professores querem todos os aumentos este ano, e também o pagamento dos salários cortados por causa da greve.

O Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia não participam mais das negociações. Em nota, as duas instituições afirmam que fizeram todo o esforço possível, mas que por causa do impasse e do risco cada vez maior de se perder o ano letivo, não vão mais atuar como mediadoras.

O governo da Bahia diz que 80% das escolas já voltaram às atividades. Mas, segundo o Sindicato dos Professores, só 20% estão funcionando, e a maioria, no interior.

“Assim que concluir a greve nas escolas que ainda permanecem em greve, nós faremos a reposição do ano letivo”, afirmou o secretário de Educação da Bahia, Osvaldo Barreto.

“Estamos dispostos a voltar a dar aula e não prejudicar nenhum aluno. Agora, o cumprimento do ano letivo e a responsabilidade dele é com o governo do estado”, disse Rui Oliveira, presidente do Sindicato dos Professores da Bahia.

A presidência da Assembleia Legislativa entrou com pedido de reintegração de posse do prédio que está ocupado pelos professores desde o início da greve.

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