08
abril
2011
11:05

Mulher que denunciou execução se diz traída pela Corregedoria, diz jornal

Testemunha de ação de policiais em cemitério foi ouvida pelo “Agora”. Ela reclama da divulgação de sua voz em gravação para o telefone 190.

A mulher que denunciou uma execução feita por policiais militares dentro de um cemitério de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, disse em entrevista ao jornal “Agora” que se sente traída pela Corregedoria da PM devido à divulgação da ligação que fez para o telefone 190. A testemunha reclamou que a gravação foi divulgada sem que sua voz fosse alterada, sendo que a Corregedoria havia prometido que ia preservar sua identidade.

“A Corregedoria prometeu me preservar e eu acreditei”, afirmou a mulher ao jornal. “O que a gente quer é que o processo corra. Se eu fiz alguma coisa, é o que era para ser feito.”

A testemunha afirmou que teme que seu nome e dados pessoais sejam divulgados. O Comando da PM não se manifestou sobre o assunto.

A mulher ligou para o 190 após ver dois policiais executarem um homem dentro do cemitério no dia 12 de março. Os policiais perceberam que ela havia presenciado o crime e a mulher chegou a confrontá-los.

Os dois policiais, um com 18 e outro com cinco anos de carreira na PM, estão presos no Presídio Romão Gomes e respondem a um inquérito policial militar. Segundo o coronel, o soldado veterano se envolveu antes em três ocorrências de resistência seguida de morte.

Segundo a polícia, o homem morto, Dileone Lacerda de Aquino, de 27 anos, tinha cumprido pena em Bauru, no interior de São Paulo, e havia sido preso antes por suspeita de roubo, desacato, receptação, formação de quadrilha e resistência à prisão.

O suspeito se envolveu em um roubo a um furgão de uma empresa de cosméticos no Itaim Paulista, Zona Leste da capital. Na tentativa de fuga, ele bateu o carro contra o muro de um condomínio e foi alvejado na perna esquerda pelos policiais. Em seguida, os policiais o colocaram no carro de polícia e o levaram até o cemitério. Lá, deram o tiro no peito que o matou. Em seguida, colocaram o corpo de volta no carro de polícia e o levaram até um pronto-socorro. Foi nesse momento que a denunciante presenciou a ação criminosa.

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