14
fevereiro
2011
20:49

Operação conjunta recupera R$ 160 mil em remédios

Ação envolveu Polícia Civil, Corregedoria Geral da Administração e Secretaria da Saúde; medicamentos, utilizados nos tratamentos contra o câncer, teriam sido desviados  

Em uma operação conjunta entre Polícia Civil, Corregedoria Geral da Administração e a Secretaria da Saúde, realizada nesta segunda-feira (14), foram recuperados aproximadamente R$ 160 mil em medicamentos utilizados nos tratamentos contra o câncer que teriam sido desviados da Secretaria da Saúde. As apreensões foram feitas nas cidades de Santo André e Osasco, na Grande São Paulo, na zona sul da Capital e no Estado do Rio de Janeiro. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso.

Depois de seis meses de investigações feitas pela corregedoria, os policiais da 2ª Delegacia de Saúde Pública, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), conseguiram chegar a uma clínica especializada em tratamento oncológico, localizada no Centro de Osasco, onde foram encontrados remédios de alto custo, proibidos de serem comercializados e destinados à Secretaria da Saúde.

De acordo com o delegado assistente da 2ª Delegacia de Saúde Pública, Anderson Pires Giampaoli, cada remédio possui um ID, ou seja, um número identificador, que permite seu rastreamento. Foi através deste número que os policiais conseguiram localizar a clínica e descobrir que os medicamentos pertenciam ao Estado.

Na clínica foram apreendidos R$ 34 mil em remédios – Mabhtera, Avastin e Herceptin. O delegado informou que cada caixa de Mabhtera custa aproximadamente R$ 6 mil. Os policiais também encontraram medicamentos com prazo de validade vencido. Uma enfermeira do local foi autuada em flagrante e também será investigada por crime de receptação.

Simultaneamente, os policiais foram até a zona sul de São Paulo, onde fica a distribuidora que teria vendido os medicamentos para a clínica. No local encontraram remédios adquiridos de forma ilícita, proibidos no mercado e que não possuíam ID. Para o corregedor-geral da Administração, Gustavo Ungaro, “com esta ação se pretende enfrentar aquele problema apontado pelo governador Geraldo Alckmin, que é combater a receptação do que é subtraído do poder público”.

Rio de Janeiro
Ainda de acordo com o corregedor, as investigações indicaram a possibilidade dos medicamentos subtraídos da rede pública de São Paulo estarem sendo comercializados no Rio de Janeiro.

Cerca de R$ 125 mil em medicamentos foram apreendidos no Rio, mas, por enquanto, não se encontrou indícios que eles teriam vindo de São Paulo.

Agora a polícia investiga se houve um desvio por parte de funcionários da secretaria ou se esses medicamentos foram frutos de roubo. “Essa é só uma ponta do iceberg”, afirmou Giampaoli.

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