04
novembro
2010
13:34

Pão de Açucar usa luva inadequada e contaminada para cortar frios

Não é a primeira e nem a décima-primeira vez que eu flagro funcionários do supermercado Pão de Açucar, da rua Abílio Soares, no Paraíso, cortando frios com luvas de borracha. Essa luva não costuma ser trocada. Os funcionários tocam em tudo: balcão, mercadorias, peças de frios que vêm de depósitos sem higienização, geladeiras entre outros. Depois pegam com a mão, sempre de luva, as fatias e as colocam nas bandejas. Na frente dos clientes. Ou seja, uma luva suja e contaminada que toca em tudo, inclusive nos alimentos que os clientes consomem.

Questionei o funcionário acima sobre o motivo do uso da luva. Ele todo orgulhoso: “É para proteger o alimento”. Piada, né. Expliquei tudo a ele, que até concordou, com uma cara um tanto quanto constrangida. Mas sem constrangimento, continuou colocando as fatias na bandeja da mesma maneira e com a mesma luva.

Já falei com os gerentes da loja para incentivar o uso de espátulas, ou luvas descartáveis, ou uma boa lavada de mãos antes de manusear os alimentos. Mas, luva de borracha, não dá.

Um dia eu tive a oportunidade de entrevistar o Dr. Bactéria, que me explicou que as luvas cirúrgicas são inadeguadas no trato com o alimento.

Leiam um trecho de uma matéria veiculada na Jovem Pan Online:

Roberto Figueiredo, biomédico conhecido como o “Doutor Bactéria”, comentou um equívoco frequente em matéria de higiene nos restaurantes. Figueiredo apontou a forma equivocada com que muitos funcionários manipulam alimentos e materiais com luvas de borracha. “A luva tem que ser descartável e deve ser de um produto que não possibilite o uso continuo”.

De acordo com especialistas, um dos grandes problemas de saúde pública é a falta de denúncias sobre locais onde a falta de higiene provoca doenças como as diarreias. O advogado Arthur Rollo, especialista em direito do consumidor, reconheceu que é difícil fazer prova de acidente de consumo em restaurantes de shopping centers. Rollo sustentou que o consumidor deve exigir e guardar por pelo menos 24 horas a nota fiscal referente à refeição. “Tendo a nota fiscal, em tese, é possível propor uma ação judicial para fazer o restaurante provar que a refeição estava adequada ou não”.

Reclamações e sugestões podem ser encaminhadas ao marcelo@blogdocury.com.br.

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