10
novembro
2010
18:32

Policial militar terá equipamento próprio por toda a carreira

Portaria publicada nessa terça-feira (09) no Diário Oficial define que o PM, mesmo após ser transferido de unidade, levará sua arma, seu bastão, seu colete e sua algema; medida ajuda Polícia Militar a reduzir a burocracia interna e acelera a ida dos policiais às ruas

Os policiais militares do Estado de São Paulo agora ficarão com seus equipamentos de trabalho por toda a carreira. O comandante da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, alterou na última sexta-feira (05) a portaria de 22 de fevereiro de 2010, sobre o registro e o porte de armas de fogo na corporação. 

Segundo a portaria PM1-006/02/10, publicada no Diário Oficial do Estado nessa terça-feira (09), a novidade é que o policial militar que for transferido para outra unidade levará sua arma, seu bastão, seu colete e sua algema. Essa portaria atualiza as normas de registro e posse de armamentos e equipamentos de proteção individual, que pertencem ao patrimônio da PM.  

Antes da publicação da portaria, os policiais militares eram obrigados a devolver esses equipamentos sempre que trocavam o seu local de trabalho. Desde ontem, o policial militar transferido apresenta seu equipamento para os oficiais responsáveis pelos recursos de sua nova e antiga unidade.  

No caso de aposentadoria ou exoneração, o policial entrega seus equipamentos à unidade policial onde estava classificado. O Setor de Armamento e Munição do Centro de Suprimento e Manutenção (CSM/AM) recebe os instrumentos de trabalho, realiza vistoria e inclui na reserva estratégica da Polícia Militar. 

Para o capitão Samuel Robes Loureiro, da Diretoria de Logística, a medida “reduz a burocracia interna e agiliza a ida de policiais à rua”. 

Cadastro
A Diretoria de Logística da PM é responsável pelo cadastro da arma, usando o Sistema Integrado de Patrimônio e Logística – programa de informática desenvolvido pela corporação para a portaria. 

Desde o meio do ano, os PMs vêm fazendo o cadastro online de suas armas e coletes. “O sistema ajuda no maior controle dos recursos da Polícia Militar, além de facilitar a vida dos policiais”, ressaltou o capitão. 

O cadastro atrela os dados do policial militar com a numeração da arma e do colete. Assim, só haverá mudanças nos registros se o policial perder, quebrar ou tiver sua arma roubada ou furtada. Nesses casos, é aberta uma investigação interna para se descobrir a culpabilidade do policial. Se ele tiver culpa, paga por um novo equipamento. “Nos processos de modernização também haverá a troca do armamento e do cadastro”, lembrou Loureiro.

Já o caso dos coletes tem um ponto diferente. A manta balística tem prazo de validade (no máximo cinco anos), por isso, há a necessidade de haver um grande número de trocas. Porém, se houver casos de descuidos como com as armas, o policial tem de arcar com a compra de outro.

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