19
outubro
2010
13:46

Presos integrantes de faccção responsáveis por tribunal do crime

Há 90 dias, os policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubo a Condomínios investigavam o esquema desenvolvido por uma facção criminosa para fazer justiça com as próprias mãos; quatro homens foram presos e o líder do grupo foi identificado  

 

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubo a Condomínios do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) desenvolveram uma das apurações mais completas sobre o funcionamento dos ‘tribunais do crime’. Os trabalhos permitiram os resgates de cinco corpos, enterrados em covas rasas em Cidade Tiradentes, zona leste da Capital. A equipe prendeu quatro envolvidos e identificou o líder do grupo. Mais quatro homens participaram das mortes. 

As investigações começaram há 90 dias. Uma apuração de roubo em condomínio teve desdobramento para tráfico de drogas e acabou revelando o esquema desenvolvido por uma facção criminosa para fazer justiça com as próprias mãos. “As vítimas eram divididas em quatro categorias: devedores, pedófilos, falsos profetas e os ‘coisas’. Todas as mortes eram decretadas depois de debates entre integrantes da facção que estão tanto fora quanto dentro de cadeias”, explicou o delegado Antônio Carlos Heib, titular da DRRCondomínios. 

O funcionamento do ‘tribunal’ consiste em prender desafetos para executá-los. Durante o período do debate, quando a pessoa é acusada e tenta fazer a própria defesa, um integrante do grupo prepara a cova. As mortes acontecem no local onde o corpo será enterrado. Para não chamar atenção, mas utilizando um método bem mais cruel, os assassinatos são realizados com picareta e enforcamento utilizando fios de varal. 

A equipe identificou um dos líderes do ‘tribunal’. É o funileiro G.M.M., o Má, de 28 anos. Ele está foragido. O outro chefe é M.A.O., o Barata. Também foram detidos A.A.N., L.L.S. e A.F.S. O grupo foi detido entre o final de setembro e o início deste mês em diversos bairros da zona leste. As investigações só puderam ser divulgadas agora. O Instituto Médico Legal ainda tenta identificar as vítimas. 

Para o delegado Heib, as investigações permitiram identificar os autores e os procedimentos adotados, mas também descobrir alguns códigos usados nos ‘tribunais’, principalmente, em relação as outras facções. “Falso profeta é integrante de uma facção, mas quer se passar como homem de outra. Coisa é integrante da facção rival”, comentou o delegado.

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