19
outubro
2010
13:54

Rota completa 40 anos trabalhando por São Paulo

Durante a cerimônia do aniversário de 40 anos do grupo, realizada na noite da última sexta-feira (15), secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, destacou a importância da unidade 
 

Combater o crime organizado, agindo estritamente de acordo com a lei. Foi assim que o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, descreveu o principal objetivo das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), durante a cerimônia do aniversário de 40 anos do grupo, realizada na noite da última sexta-feira (15). 

O secretário exaltou o trabalho do tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, comandante da Rota, que, segundo ele, “assumiu ante uma tropa desmotivada, mal utilizada e sucateada. Hoje, transcorrido mais de um ano, essa unidade apresenta significativos progressos, com dezenas de prisões de criminosos importantes e combatendo o crime organizado, que atuava com desenvoltura no interior do sistema penitenciário, pela ausência de uma política mais aguerrida nessa área de atuação”. 

Além disso, Ferreira Pinto também ressaltou que os policiais da Rota devem seguir trabalhando para “restabelecer um estado forte, que não abre mão de sua autoridade em ações prontas e enérgicas.” E que “agir com rigor no combate ao crime violento, ousado, não significa debandar para o abuso, para a barbárie”. 

Durante o discurso, o secretário também declarou que sente orgulho e tem um carinho especial pelo trabalho que a Rota vem realizando. “Hoje, melhor equipada e com maiores recursos materiais e humanos, e estando em curso a renovação da frota, a Rota é uma realidade, e não só na periferia como em inúmeras cidades do interior e da Grande São Paulo, com ações pontuais e de grande valia, alcançando resultados excepcionais e inspirando tranquilidade aos homens de bem, que gostariam de ter em caráter permanente uma tropa tão confiável, eficaz e especializada”. 

Na solenidade do aniversário da Rota, realizada na sede do batalhão, no bairro da Luz, Centro da Capital, foram entregues 40 medalhas comemorativas do Centenário do 1º Batalhão de Polícia de Choque – “Tobias de Aguiar” e 11 diplomas “Amigo da Rota”, para premiar personalidades e instituições que contribuíram para o sucesso do batalhão e da Polícia Militar. 

Além do secretário, também estiveram presentes no evento e participaram da entrega das medalhas o comandante geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, e o comandante da Rota, tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada. 

Em seu discurso, o tenente-coronel Telhada ressaltou a memória dos colegas que morreram em serviço. “Ao longo de muitos anos, muitos companheiros se sacrificaram, perderam a vida em nome do nosso ideal, que é bem servir a população paulista, e hoje é dia de homenagear esses policiais.” 

O comandante da Rota também destacou a participação do sargento Rosivaldo Santos Ferreira e dos soldados Getúlio Ferreira Martins, Rogério Andrade Viana e Carlos Alberto dos Santos, que participaram em setembro da ultramaratona Spartathlon, na Grécia, sendo que o sargento Rosivaldo conseguiu terminar os 246 quilômetros da prova

Telhada encerrou seu discurso falando sobre a continuidade nas ações da Rota. “Não deixaremos que o crime e a injustiça venham a prejudicar o cidadão de bem ou destruir os valores democráticos. E esse é um compromisso que temos com o comando da Polícia Militar e com a Secretaria da Segurança Pública, que poderão sempre contar com os homens do Batalhão Tobias de Aguiar.” 

Honras para um herói
Exaltado pelo comandante da Rota, o sargento Rosivaldo Santos Ferreira contou como o treinamento no batalhão o ajudou na ultramaratona. “Aqui no batalhão, nós temos três horas de instrução antes de sairmos para a rua, e dentro dessa instrução temos a prática da educação física, onde procuramos fazer trabalhos aeróbicos, porque uma prova como essa exige muita concentração e resistência, além de fortalecimento muscular nos membros inferiores”. 

O sargento Rosivaldo conseguiu completar em setembro a ultramaratona Spartathlon, na Grécia, onde os competidores percorrem 246 quilômetros de Atenas a Esparta, tentando refazer os passos do mensageiro ateniense Pheidippides. Rosivaldo fez o percurso em 34 horas, cinquenta e seis minutos e dois segundos, terminando em 93° lugar. 

“No final da prova, me sentia fisicamente muito desgastado, mas ao mesmo tempo me sentia no compromisso de pelo menos um de nós policiais buscarmos o final da prova. E como depois de 110 quilômetros só restou eu, o trabalho psicológico que tive que usar nesse momento foi uma coisa que foi fundamental para que eu não abandonasse, porque a ideia antes de subir a montanha era de abandonar. Eu não tinha mais força, então eu pedi a Deus que me desse força, olhei pro topo da montanha e segui adiante no meu trote e, quando eu cheguei no topo, no quilômetro 170, aí eu tive a certeza de que eu chegaria até o final”, contou. 

O sargento disse ainda que, além de representar o Brasil e a Polícia Militar de São Paulo, concluir a prova gerou ainda mais satisfação pessoal. “A gente quer mostrar até onde o corpo do ser humano é capaz de ir, e quando termina a prova a gente vê que é capaz de coisas que nem nós acreditamos.” 

Pioneirismo feminino
Entre os 40 homenageados com a medalha do Centenário do 1º Batalhão de Polícia de Choque também estava a soldado Maria da Penha de Freitas Souza, umas das nove mulheres que integram a Rota. Ela contou que foi “muito gratificante ser premiada pelos meus serviços prestados para o batalhão e para a comunidade.” Maria foi a primeira mulher a integrar a Rota, onde trabalha desde 1998. 

História
O Batalhão Tobias de Aguiar, criado em 1891, foi o terceiro quartel construído no então Corpo Policial Permanente. O projeto do prédio do quartel foi feito pelo consagrado arquiteto Ramos de Azevedo, que projetou obras tradicionais como o Mercado Municipal, a Pinacoteca do Estado e o Teatro Municipal. 

O material utilizado na construção do edifício veio de diversas partes do mundo, como França, Itália e Rússia. O prédio do quartel é patrimônio histórico, tombado pela Secretaria de Estado da Cultura. 

No dia 15 de outubro de 1970, surgiu no batalhão a modalidade de patrulhamento da Rota, visando deter a onda de assaltos e sequestros que assolavam a Capital. Em 1º de dezembro do mesmo ano, os policiais da Rota passaram a adotar o uso da boina negra e do braçal, que passaram a identificar a unidade. 

Atuação
Os policiais da Rota atuam no controle a distúrbios civis, em escoltas especiais e participam de operações de patrulhamento inteligente e no apoio a viaturas de área em toda a Capital, além de atendimento.

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