24
outubro
2010
18:03

Rua Augusta, território livre

Prostitutas, cafetões, adolescentes, homens, mulheres, drogas e álcool, muito álcool. Andando pela Rua Augusta, na região da Consolação, na noite deste sábado, ouço a seguinte pergunta de um desconhecido com uma blusa surrada: “Vai um tiro aí, irmão?”.  Sem saber ao certo do que se tratava, recusei. Acho que ele me oferecia uma carreira de cocaína, vai saber!

Continuei subindo rumo à Paulista. A venda de álccol rola solta nas calçadas. Muitos jovens, alguns aparentando idade inferior a 18 anos, consumiam sem constrangimento cerveja, vinho barato, batida caseira, entre outras bebidas, vendidas também nos bares e lanchonetes.

A presença da polícia era constante. Vez ou outra uma dupla de policiais da Rocam passava, ou nos deparávamos com uma viatura estacionada em um ponto específico. A importante presença da polícia servia para coibir assaltos, mas não impedia o uso de drogas e álcool por parte dos adolescentes.

Fora o lixo espalhado, pudemos ver os chamados “Nóias”, os viciados, perambulando pra cima e pra baixo; os porteiros das boates que exploram a prostiuição, prática proibida, convidando os clientes para uma cervejinha; bêbados e mendigos apreciando a movimentação; jovens bem novinhos iniciando a prática homossexual; entre outros jovens, já nocauteados pelos exageros sabe-se lá de quê!

Essa é a Rua Augusta, no lado do centro da cidade. À noite, é um território livre para a experimentação de todos os prazeres conhecidos como “Mundanos”.

Ao invés de uma polícia “Decorativa” poderíamos ter um estado mais inteligente, que mapeasse a região e tivesse um maior controle, a fim de coibir os abusos cometidos pelos jovens e reprimir as ações dos marginais que por lá circulam.

Reclamações e sugestões podem ser encaminhadas ao marcelo @blogdocury.com.br.