01
abril
2011
20:55

Três policiais militares sofrem atentado no Guarujá

Dois deles ficaram feridos, mas já receberam alta do hospital. Caso aconteceu na manhã desta sexta-feira (1º) no município.

Da Agência Estado

Três policiais militares sofreram um atentado na manhã desta sexta-feira (1º) no distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, a 86 km da capital paulista. Dois policiais foram atingidos de raspão por tiros e passam bem. O terceiro saiu ileso. Ninguém havia sido preso até a noite desta sexta. Um pelotão do batalhão de choque da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi deslocado de São Paulo para reforçar a segurança no Guarujá.

O crime aconteceu por volta das 6h no bairro do Pae Cara, próximo à residência de um dos policiais. Os três homens, um tenente e dois soldados, estavam deixando o serviço quando foram surpreendidos por pelo menos seis indivíduos que efetuaram vários disparos contra o trio, que revidou. Um dos disparos acertou a perna do tenente e outro tiro atingiu o braço de um dos soldados. O terceiro soldado socorreu os colegas e os levou até o Hospital Santo Amaro, onde eles foram atendidos e receberam alta no final do dia.

De acordo com o investigador-chefe do 2º Distrito Policial do Guarujá, Carlos Alberto Guimarães, os disparos foram feitos com armas de diferentes calibres. “Foram mais de cem disparos de fuzil, de 45, de 13 e de 380, mas uns seis ou sete tiros acertaram a viatura da polícia, um disparo pegou uma Kombi e outro um caminhão que estavam na rua”, disse, explicando que a Polícia Civil está realizando diligências para colher mais informações, mas que não há testemunhas do crime.

Guimarães afirma ainda que a Polícia Civil acredita que o crime foi um fato isolado e que não tem semelhança com a série de atentados que aconteceram em abril do ano passado no Guarujá, quando seis pessoas foram assassinadas em menos de uma semana em Vicente de Carvalho.

Cerca de duas horas após o atentado, a Polícia Militar localizou no bairro Vila Edna, também no Guarujá, os dois veículos que teriam sido utilizados no crime, ambos com placas frias e roubados. Não havia marca de tiros ou sangue nos veículos, o que indica que os criminosos não foram atingidos pelos policiais.

O comandante interino do 21º Batalhão, José Messina Filho, afirma que a Polícia Militar trabalha com a possibilidade de o crime ser uma represália contra um dos policiais, mas não pode confirmar com certeza a informação. “Foi uma ocorrência forte, com armas de forte calibre e em horário incomum, uma ação grave contra uma guarnição da Polícia Militar e estamos trabalhando com essa situação. A gente tem informações que poderia ser uma represália, mas não é uma confirmação, várias informações estão chegando a todo momento pelo Disque-Denúncia”, disse o major, afirmando que não há necessidade de se criar “um temor maior”.

“O resto do dia foi tranquilo e eu acho que não tem vínculo com o que ocorreu no ano passado, mas vamos reforçar novamente o policiamento. Estou alterando as escalas da Força Tática e do pessoal e um pelotão da Rota chega hoje a partir das 21h”, informou o comandante.

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